15/05/12
Vaticano faz acordo com Benetton sobre imagem polêmica do papa
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Além da retirada da imagem, a marca deverá doar uma quantia em dinheiro para um projeto de caridade da Igreja.
O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou que a Benetton reconheceu publicamente o uso da "sensibilidade dos crentes" e reiterou que "a imagem do papa deve ser respeitada e usada apenas com autorização prévia da Santa Sé".
"A Santa Sé não quis pedir indenizações de natureza econômica, mas quis
obter o ressarcimento moral de reconhecimento do abuso realizado e
afirma a sua vontade de defender, inclusive por meios legais, a imagem
do pontífice", afirmou Lombardi.
De acordo com o porta-voz, "assim se encerra, também do ponto de vista
legal, um episódio muito desagradável, que não deveria ter acontecido,
mas do qual se espera poder aprender uma lição de respeito com a imagem
do papa e das sensibilidades dos fiéis".
CAMPANHA
A campanha publicitária que suscitou a ira do Vaticano contra a
Benetton, empresa de moda caracterizada por seus polêmicos anúncios, se
chamava "Unhate" (o que poderia ser traduzida como "Contra o ódio").
O papa Bento 16 não era o único que aparecia nas montagens, estreladas
também, entre outros, pelo presidente americano, Barack Obama, beijando o
líder venezuelano, Hugo Chávez, e o chefe de Estado francês, Nicolas
Sarkozy, fazendo o mesmo com a chanceler alemã, Angela Merkel.
Após o escândalo, a Benetton retirou a fotomontagem do papa.

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