Para reanimar o chefe em apuros, nada melhor que encomendar mais um recorde aos comerciantes de porcentagens
Podem apostar:
a seita lulopetista já encomendou a alguma loja de estatísticas outra
“pesquisa” concebida para comunicar ao país, ainda na primeira semana de
junho, que a popularidade do Supremo Pastor subiu mais um pouco e já se aproxima dos 100% (ou 103%,
se computada a margem de erro para cima). Imediatamente, jornalistas
amestrados verão nos resultados a confirmação de que brasileiro não dá
maior importância a miudezas políticas. Estupros do Estado de Democrático de Direito, por exemplo.
Como
até devotos delirantes desconfiam que o chefe foi longe demais na
conversa com o ministro Gilmar Mendes, o comerciante de porcentagens
encarregado do serviço terá de premiar o freguês com algum brinde
espetacular. Desta vez, não basta jurar que o índice de aprovação do governo Dilma Rousseff ultrapassou a fronteira dos 90%.
Para
que o rebanho volte a acreditar que Deus, que é brasileiro, resolveu
voltar ao país natal disfarçado de Lula, chegou a hora de resgatar
Fernando Haddad do buraco dos 3% e instalar o poste de topete na
faixa dos dois dígitos. Os analistas estatizados saberão enxergar no
fenômeno mais uma prova de que Gilmar Mendes mentiu.
Visivelmente irritado e com o tom de voz alterado, Mendes diz que foi alvo de "gângsteres", "chantagistas" e "bandidos"
O ministro Gilmar Mendes (dir.), do Supremo, acusa Lula de comandar 'central de divulgação' de intrigas
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O
ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes afirmou nesta
terça-feira que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria a
"central de divulgação" de intrigas contra ele e que a tentativa de
envolver seu nome no esquema do empresário Carlos Augusto Ramos, o
Carlinhos Cachoeira, tem como objetivo "constranger o tribunal" para
"melar o julgamento do mensalão".
"O
objetivo [de ligar seu nome ao de Cachoeira] era melar o julgamento do
mensalão. Dizer que o Judiciário está envolvido em uma rede de
corrupção. Era isso. Tentaram fazer isso com o Gurgel e estão tentando
fazer isso agora", afirmou o ministro, fazendo referência às críticas
recebidas pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por ter
segurado investigação, em 2009, sobre a relação entre Cachoeira e o
senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).
"Mas
por que eu defendo o julgamento? Porque nós vamos ficar desmoralizados
se não o fizermos. Vão sair dois experientes juízes, que participaram do
julgamento anterior, virão dois novos, que virão contaminados por uma
onda de suspicácia. Por isso, o tribunal tem que julgar neste semestre e
por isso essa pressão para que o tribunal não julgue", completou.
Visivelmente
irritado e com o tom de voz alterado, Mendes diz que foi alvo de
"gângsteres", "chantagistas" e "bandidos", que estavam "vazando"
informações sobre um encontro que teve com Demóstenes, em Berlim, e que a
viagem teria acontecido após Cachoeira disponibilizar um avião ao
senador.
"Não viajei em jatinho coisa nenhuma. Vamos parar com fofoca.
A gente está lidando com gângsters. Vamos deixar claro: estamos lidando
com bandidos que ficam plantando essas informações", disse o ministro,
que apresentou notas e cópias de suas passagens aéreas emitidas na TAM
pelo Supremo Tribunal Federal.
Questionado
se o ex-presidente Lula estaria entre os tais bandidos e gângsters,
Mendes apenas respondeu que ele está "sobreonerado" com a tarefa de
adiar o julgamento do mensalão. "Estão exigindo dele uma tarefa de
Sísifo [trabalho que se renova incessantemente]", disse. Ele não disse
quem seriam "eles" a exigir a tarefa.
Mendes
afirmou ter dito a Lula que vai a Berlim como o ex-presidente vai a São
Bernardo, que frequenta a cidade europeia desde 1979 e que possui
atualmente uma filha que vive lá.
Segundo
o ministro, ele não precisa de "fundo sindical, nem dinheiro de
empresa" para viajar. Mendes citou que apenas um livro seu, o "Curso de
Direito Constitucional", vendeu mais de 80 mil cópias desde 2007 e que
com o dinheiro poderia dar "algumas voltas ao mundo".
"Vamos parar de futrica. Não preciso ficar extorquindo van para obter dinheiro. O que é isso. Um pouco mais de respeito", afirmou.
Rui Falcão volta a recorrer ao proselitismo à moda Osama Bin Laden. Ou: Falcão quer massas na rua e leis no lixo

Com
essa boca de cafajeste, ele convoca a sociedade organizada, movimentos
que lutam contra a corrupção. Que NOJO! Até parece que esses vagabundos
lutam pela moralidade da Coisa pública e pelas leis. Cadeia para esses
especialistas do $ABAFA$ os crimes praticados pela imensa quadrilha! Movcc
Rui
Falcão, presidente do PT, parece ter escolhido o método Osama Bin Laden
de comunicação com as suas “células”. Quando tem algo a dizer, grava um
vídeo. Um deles, embora recente, já se tornou histórico: no dia 11 de abril, ao defender a instalação da CPI do Cachoeira, não escondeu o objetivo seu e de sua turma: “A
bancada do PT na Câmara e no Senado defende uma CPI para apurar esse
escândalo dos autores da farsa do mensalão. É preciso que a sociedade
organizada, movimentos populares, partidos políticos comprometidos com a
luta contra a corrupção, como é o PT, se mobilizem para impedir a
operação abafa e para desvendar todo o esquema montado por esses
criminosos, falsos moralistas que se diziam defensores da moral e dos
bons costumes”.
A parte mais comovente, sem dúvida, é esta: “É preciso que a sociedade organizada, movimentos populares, partidos políticos comprometidos com a luta contra a corrupção, como é o PT (…)”
O único que votou nesta terça contra a quebra do sigilo nacional da
Delta foi… o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), ex-líder do governo na
Câmara e um dos parceiros de José Dirceu e Rui Falcão. Naquele vídeo,
Falcão deixava claro que o segundo objetivo da CPI (o primeiro era
livrar a cara de mensaleiros) era pegar o governador tucano Marconi
Perillo (GO). Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ), segundo a
falcoaria, não podem ser convocados a depor, é claro.
Muito
bem! Hoje Falcão gravou um novo vídeo. Volta a convocar a sociedade e a
militância petista, desta vez para proteger Lula e o PT, que estariam
sendo vítimas de uma nova conspiração. É o extremo da cara de pau! Os
petistas estão preocupados porque Brasília inteira sabia da intensa
movimentação de bastidores de Lula para tentar cabalar votos no Supremo.
Ainda que tudo se resumisse a conversas e gestões amigáveis, tudo já
seria absolutamente impróprio. Ocorre que o ApeDELTA foi muito além
disso. A sua conversa com Gilmar Mendes caracterizou pura e
simplesmente… chantagem!
Falcão
põe em curso a estratégica que acusei no texto que deveria ter sido
publicado no fim desta madrugada (mas que só entrou no ar no começo da
tarde em razão de dificuldades técnicas) que consiste em declarar a
santidade de Lula, a intocabilidade de sua imagem — e, pois, a
inaceitável iconoclastia daqueles que não respeitam o sagrado.
Quer
saber, Falcão? Vá dar rasante ameaçador em outra freguesia!!! A
Constituição e as leis é que põem limites em Lula, não é Lula que
determina os limites da Constituição e das leis. Ainda que as massas
saíssem às ruas para defendê-lo, conforme o senhor pretende, nem elas
teriam o condão de jogar no lixo os códigos que nos regem. Na democracia
não é assim, não!
Também
ao senhor lembro a máxima: ou vocês se conformam em viver numa
sociedade democrática, segundo as leis, ou dizem na cadeia, segundo as
leis, por que não! Esse discurso de Falcão não deixa de ser uma forma
velada de ameaça. Tal propósito, levado ao extremo, tem nome:
terrorismo!
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