sábado, 25 de agosto de 2018

Por causa da nossa situação atual, com tanta bandalheira e safadeza, fiz as estrofes abaixo.

Mote

É uma decepção
O Brasil em que vivemos.

Glosa

O Brasil tá acabado
É todo mundo corrupto
O governo absoluto
STF comprado
Todo desmoralizado
A justiça já não temos
É a Deus que recorremos
É grande a corrupção
É uma decepção
O Brasil em que vivemos.
2
Não podemos recorrer
Ladrão aqui tem freguês
O povo por sua vez
Só tem direito a morrer
Já que não dá pra viver
Com o salário que temos
Se à Justiça recorremos
Vai ter muita apelação
É uma decepção
O Brasil em que vivemos.
3
Nós já não sabemos quem
Vai puder se aposentar
Pois para dela gozar
Tem que viver mais de cem
O congresso diz amém
Se demorar nos morremos
Pra lutar, armas não temos
É essa a situação
É uma decepção
O Brasil em que vivemos.

Natal (RN), 12 de agosto de 2018.

Dedé de Dedeca

 
Mote (Heliodoro Morais)


O grão que produz a flor,
Produz também o espinho.

Glosa (Dedé de Dedeca)

A natureza é grandiosa
Planta árvores e também flores
Que com diversos odores
Deixam a vida cor de rosa
Cantada em verso e prosa
Perfuma nosso caminho
Defendendo com carinho
Contra qualquer predador
O grão que produz a flor,
Produz também o espinho.

Natal (RN), 19 de fevereiro de 2018.

Dedé de Dedeca.

    

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Boa Tarde, vejam minha última poesia sobre a insegurança no nosso Rio Grande do Norte.

Mote

Fechadura sem chave e porta aberta
Só se vê na morada da saudade.

Glosa

Hoje já não existe segurança
Vizinhos não conversam na calçada 
À noite não se vê a criançada
Fazendo brincadeiras de criança
Inexiste aquela confiança
Que ainda existe na vontade
De voltar à minha mocidade
Pra namorar numa rua deserta
Fechadura sem chave e porta aberta
Só se vê na morada da saudade.
2.
Rebusquei na memória e encontrei
A cidade de minha juventude
Suas ruas tranquilas onde amiúde
As portas do meu quarto escancarei,
Ontem as portas do quarto eu tranquei
Não tem mais segurança, só maldade
O Povo não tem mais tranquilidade
A Justiça o crime não conserta,
 Fechadura sem chave e porta aberta
Só se vê na morada da saudade.

Pau dos Ferros (RN), 19 de abril de 2018.

Dedé de Dedeca.

Estrofes minhas,


Mote de Heliodoro Morais.