quarta-feira, 23 de maio de 2012

ELES SÓ QUEREM O PODER

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Em Marcelino Vieira “eles” só querem o poder. Parte II


          A disputa eleitoral nem começou oficialmente em Marcelino Vieira e já se transformou num samba do crioulo doido. Ninguém entende mais nada. Uma hora Ferrari e Iramar “racham”, outra hora estão unidos. Até Freud teria dificuldades pra explicar.
          É quase impossível entender essa dinâmica, porque ela não se sustenta em uma ideologia que preze pelo bem coletivo. São apenas interesses pessoais em jogo, nada mais, numa busca desenfreada pelo bojo do poder.
           Quem não se recorda que há bem pouco tempo, depois do tão badalado “racha” com o atual prefeito, Iramar afirmou a um blog da região que  “a cidade está abandonada e povo clama por melhor qualidade de vida”. Era uma tentativa de justificar a sua possível volta, “batendo” forte no atual prefeito, depois da quebra de um “acordo”. Agora de uma hora pra outra, está se “acertando” com Ferrari, e tudo passará a ficar muito bem, obrigado, como se nada tivesse acontecido.
           Nunca vimos o prefeito atual e o ex-prefeito discutindo sobre qual o melhor projeto pra governar a cidade, apontando soluções para determinadas problemáticas. Ao contrário, os dois depois de quase doze anos deixaram sérios problemas sem solução no nosso município. A construção da Estátua de Santo Antonio que o diga.
           Assim é a tônica de nossa política provinciana, onde os interesses pessoais prevalecem. Há ainda um grande distanciamento de uma organização partidária voltada para debater os problemas de nossa cidade, o que se tem são apenas projetos pessoais e não planos de governo. Tudo pelo poder.
           Essa forma de “loteamento” do poder é herança de uma estrutura político-administrativa do período colonial, que se arrasta até os dias atuais. Quando lemos “Os donos do poder” de Raymundo Faoro, entendemos que isso vem de uma política praticada no período colonizador, passando pelo “coronel” campesino ou o plutocrata urbano, até o político profissional dos tempos modernos, evidenciando que pouca coisa mudou.
          Assim, a única coisa que uni Ferrari e Iramar é o desejo de permanecer no poder, nem que para isso tenham que mudar de opinião de hora em hora.

Copiado do Blog "IDÉIA VERMELHA".

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