Num pequeno ranchinho a beira chão
uma cena bem simples porem bela
tem a porta mais não tem mais janela
inda restam as cinzas no fogão
no terreiro de trás tem um pilão
desprezada num canto uma panela
na parede um chocalho, uma fivela
no telhado uma foice enferrujada
Toda casa que fica abandonada,
Guarda um pouco de quem já morou nela.
( Ellyas Poeta )
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Mote
Toda casa que fica abandonada,
Guarda um pouco de quem já morou nela.
Glosa
Numa casa, a parede sem pintura
Uma cangalha jogada pelo chão
Num pedaço de cerca, um mourão
E na janela um resto de moldura.
Formigas em cima da rapadura,
Um forcado escorado na pinguela
Bem na frente um pé de seriguela
Na entrada uma foice desmontada,
Toda casa que fica abandonada,
Guarda um pouco de quem já morou nela.
Natal (RN), 15 de julho de 2017.
DEDÉ DE DEDECA.
Nota.
Mote de Ellyas Poeta, as estrofes são minhas.
Enviado do meu iPhone
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