domingo, 19 de agosto de 2012

A ÓPERA BUFA DE ROBERTO JEFFERSON ÀS VÉPERAS DE SER JULGADO

A ópera bufa de Roberto Jefferson às vésperas de ser julgado   FD/Nominuto A oito dias do julgamento do mensalão, o palco do teatro político de Brasília começa a ser montado. E o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), autor da denúncia e um dos 38 réus, aproveita os holofotes da imprensa para dar o ar da graça. Por meio do advogado, Roberto Jefferson faz o que ninguém teve coragem de fazer durante todo o processo: aponta o dedo para Lula. A estratégia de defesa atribuída ao advogado Luiz Barbosa é arriscada, mas pode ser eficaz porque alcança o mito. Lula não é réu no mensalão. Lula é Lula. Lula deixou a Presidência da República, mas continua popularíssimo e poderosíssimo. Pois bem, o advogado de Jefferson disse ontem que seu cliente "exagerou" ao inocentar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  Luiz Barbosa vai sustentar tese contrária no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF): dirá que Lula "ordenou" o mensalão.  Palavras do advogado do ex-deputado, autor da denúncia do mensalão: "O Supremo considerou plausível para iniciar o processo que três ministros - José Dirceu, Anderson Adauto e Luiz Gushiken - estariam pagando deputados federais para votarem projetos de lei de iniciativa do presidente da República. Eles (ministros) foram os auxiliares e ele (Lula) ordenou, sim, que se fizesse aquilo que diz a acusação. Se ele não tivesse ordenado, seria um pateta. É claro que os ministros não mandavam mais do que ele (Lula)", sustenta o advogado. Indagado sobre a razão de Roberto Jefferson ter dito que o então presidente da República era "inocente", o advogado respondeu: "Foi uma licença poética, por recomendação minha. Naqueles dias turbulentos ele não deveria atacar Lula e Dirceu a um só tempo. O Lula não sabia nem onde apagava a luz, o Dirceu tinha controle total do governo. Então o alvo foi o Dirceu. Não demorou nem dois dias e ele deixou o governo (Dirceu era chefe da Casa Civil) e voltou para a Câmara. Eu acho que o Roberto Jefferson exagerou dizendo que Lula era um homem inocente. De todo modo, o responsável pela defesa sou eu. Tenho total liberdade, sob pena de não patrocinar a defesa. É meu trato com ele". O ex-deputado Roberto Jefferson passará por uma cirurgia para retirada de um tumor no pâncreas no dia 28 de julho e não irá ao Supremo para o julgamento, que começa dia 2 de agosto. A defesa de Roberto Jefferson rejeita os dois crimes atribuídos ao cliente pela Procuradoria Geral da República, de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-deputado, que teve o mandato cassado em setembro de 2005, disse ter recebido R$ 4 milhões do PT para o PTB. Jefferson é presidente nacional do PTB.  Como se vê, o julgamento do mensalão será marcado por muito disse-me-disse, muita encenação. E Roberto Jefferson mantém sua vocação para protagonista de ópera bufa. COPIADO DO BLOG DO DIÓGENES.

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